O Trust Barometer Edelman de 2023, disponibilizado em exclusivo pela EDC, a subsidiária da Edelman em Portugal, revela que as empresas são agora consideradas a única instituição global competente e ética. As empresas apresentam uma vantagem impressionante de 53 pontos sobre o governo em termos de competência e estão 30 pontos à frente no que diz respeito à ética.
Conclusões do Trust Barometer da Edelman de 2023
O tratamento dispensado aos colaboradores durante a pandemia e o regresso ao trabalho, a par da ação rápida e decisiva de mais de 1 000 empresas que decidiram abandonar a Rússia após a invasão da Ucrânia, contribuíram para um aumento de 20 pontos no índice de ética nos últimos três anos.
«A crescente importância atribuída à ética no mundo empresarial traz consigo expectativas mais elevadas do que nunca de que os diretores executivos sejam uma voz de referência em questões sociais», afirma Richard Edelman, diretor executivo da Edelman.
O relatório deste ano conclui ainda que o otimismo económico sofreu uma queda acentuada a nível mundial (de 50 % para 40 %). Metade dos países inquiridos regista uma diminuição de dois dígitos, em comparação com o ano anterior, na convicção de que as suas famílias estarão em melhor situação daqui a cinco anos.
As evoluções mais notáveis nas desigualdades de confiança com base no rendimento, desde 2021, verificaram-se na China (de uma diferença de 4 para 19 pontos) e nos Emirados Árabes Unidos (de 10 para 19 pontos). Os EUA (diferença de 23 pontos) e a Tailândia (diferença de 37 pontos) apresentam as maiores disparidades em 2023.
O Trust Barometer considera que quase um quarto dos países inquiridos se encontra gravemente polarizado, incluindo os EUA, a Colômbia, a Argentina, a África do Sul, a Suécia e a Espanha. Quando as divisões se tornam enraizadas, ocorre a polarização e os inquiridos passam a acreditar que as suas diferenças já não podem ser superadas.
Outras conclusões do Trust Barometer da Edelman de 2023
- Os receios económicos pessoais, tais como a perda de emprego (89 por cento) e a inflação (74 por cento), estão ao mesmo nível dos receios sociais mais prementes, tais como as alterações climáticas (76 por cento), a guerra nuclear (72 por cento) e a escassez de alimentos (67 por cento).
- Espera-se que os diretores executivos utilizem os seus recursos para responsabilizar as forças que promovem a divisão: 72 por cento consideram que os diretores executivos têm a obrigação de defender os factos e de denunciar a ciência questionável quando esta é utilizada para justificar más políticas sociais; 71 por cento consideram que os diretores executivos têm a obrigação de retirar os fundos publicitários das plataformas de comunicação social que divulgam desinformação.
- O governo (51 por cento) é visto com alguma desconfiança em 16 dos 28 países inquiridos, incluindo os EUA (42 por cento), o Reino Unido (37 por cento), o Japão (33 por cento) e a Argentina (20 por cento). Os meios de comunicação social (50 por cento) são vistos da mesma forma em 15 dos 28 países, incluindo a Alemanha (47 por cento), os Estados Unidos (43 por cento), a Austrália (38 por cento) e a Coreia do Sul (27 por cento).